quinta-feira, 8 de março de 2007

Football e Futebol

Gosto muito de futebol e do futebol brasileiro mais especificamente. E por tanto gostar, fico inconformado com o tratamento dado ao esporte pelos departamentos de marketing dos clubes e das próprias cadeias televisivas que ‘promovem’ as competições. Tudo bem que entrar no tema MARKETING ESPORTIVO no Brasil, acaba sempre beirando o amadorismo já que cursos de especialização no assunto quase inexistem por aqui. O fato é que ganha-se muito pouco dinheiro ‘vendendo’ o esporte internamente no país enquanto no exterior, ganha-se rios de dinheiro vendendo um jogo recheado de atletas saídos daqui. Tudo bem, outra discussão complexa... Sei que no exterior a sedução é maior e jogadores e clubes não resistem às cifras e possibilidades, mas ao mesmo tempo, percebo como é sucateada a venda de qualquer talento e sua imagem, para o exterior, diferentemente até de outros países da américa latina como a Argentina, de onde saem jovens jogadores por valores 4 vezes maiores que os nossos e de qualidade no máximo equiparada. Mas enfim, não é por esse caminho que quero adentrar... O que gostaria de expor é a possibilidade de promover muito melhor o esporte no país, ganhar mais audiência e dinheiro, tanto para clubes como para uma federação única (algo que se diferencia-se da CBF, rica e desonesta – o Clube dos 13 se encaixaria melhor como modelo). E isso, poderia ser mudado a partir do investimento em marketing, comunicação e Design. Até por isso, quis falar um pouco sobre a NFL Americana, um exemplo de organização e ‘venda’ de um espetáculo que enriquece e engrandece a cada dia mais o esporte e mídia americanos através de uma prática, que diga-se de passagem, não é nem clara, nem emocionante como nosso futebol normal. Antes, alguns singelos dados:

OS DEZ EVENTOS MAIS VALIOSOS DO MUNDO (segundo a "Forbes")

1 - Super Bowl (a FINAL da liga norte-americana de futebol) - US$ 379 milhões

2 - Jogos Olímpicos - US$ 176 milhões

3 - Copa do Mundo - US$ 103 milhões

INFORMAÇÕES (IN)ÚTEIS
¤ 141,4 milhões de pessoas assistiram ao Super Bowl 2005 (entre Pittsburgh e Seattle), segunda maior audiência da história da TV mundial. O número é superior ao de pessoas que votaram para presidente dos EUA em 2004. (A final desse ano ultrapassou esse número) ¤ 222 milhões de americanos (ou cerca de três quartos da população do país) assistem a jogos da NFL ¤ 3,4 bilhões de dólares é o que fatura a NFL com produtos licenciados. ¤ O domingo do Super Bowl é o segundo dia do ano em que se consome mais comida nos EUA, atrás do Dia de Ação de Graças. ¤ A venda de aparelhos de TV de tela grande aumenta em cinco vezes na semana do Super Bowl. Já os aparelhos tradicionais, são 1,5 milhão de unidades vendidas a mais no período. ¤ A venda de antiácidos nos EUA cresce em 20% no dia seguinte ao Super Bowl ¤ A semana do Super Bowl é quando menos tem casamentos no país 14,5 toneladas de batatas fritas e 4 toneladas de pipocas são consumidas no dia da final.

Saiba mais sobre o jogo, a liga e outras informações por um site brasileiro, se quiser.

Agora, depois de tudo isso, vem a pergunta: Por que não conseguimos fazer algo parecido com nosso esporte? Não precisamos faturar a mesma quantia que os americanos, mas ainda assim, por que não conseguimos promover o futebol como um espetáculo onde se paga pela diversão e o prazer de prestigiar grandes esportistas?
Creio que primeiramente falte união aos nossos clubes que preocupam-se com si próprios e não com o bem do esporte em comum e do crescimento mútuo, o que é aliás, reflexo de nossa sociedade egoísta e individualizada.
Mas também não perderei meu tempo com uma discussão social aqui... deixemos isso para uma mesa de bar qualquer.

Neste Blog, tratarei apenas de um pouco sobre a produção visual para a liga norte-americana de futebol, a NFL.
Com a união da ESPN e da ABC Sports (ESPN on ABC) em 2 de setembro de 2006 a divisão de esportes regular da ABC foi completamente integrada à ESPN, também comandada pela Walt Disney Company, um maior investimento foi feito nas áreas de comunicação e design gráfico.




A programação visual dos jogos e programas televisivos foi criada pela TROIKA DESIGN Group, trazendo muitas inovações além da qualidade visual nos elementos conhecidos de transmissões esportivas em Alta-Definição (HD) como logos, placares, quadros de informação e vinhetas (confira uma delas aqui).
Em jogadas importantes, quadros entram e saem com jogadores falando sobre suas preferências táticas, sobre as jogadas combinadas com os companheiros e sobre suas expectativas a respeito do jogo, enquanto ao fundo o jogo continua regularmente, integrando o telespectador de modo integral. Antes dos jogos, VTs com jogos anteriores e históricos, informações sobre as cidades das equipes e as franquias e comentários menos técnico-táticos noscivos contra quaisquer um dos times – mesmo um deles merecendo.
Diferente do Brasil, onde críticas vorazes são feitas a atletas, clubes e federação antes dos jogos e durante, desgastando o público e a própria relação atleta-imprensa.



Além disso, promoções para o público, ingressos a preços acessíveis e inteligentemente distribuídos para venda, shows nos intervalos de jogos e tratamento da mídia como um jogo-show-entretenimento (como a NBA também é tratada) fazem com que o espetáculo cresça ainda mais.
Tudo porém, acaba parecendo girar em torno de uma Liga forte e interessada no bem comum e crescimento individual e mútuo, a
NFL. O site é um portal integrado para os sites de todos os times e informações sobre a temporada e as transmissões. Até mesmo os próprios sites dos times tem um padrão em comum e tem acesso a outros promovendo mais o espetáculo do que um time ou outro. Sem contar um redesign nos logotipos recém-feito para abrilhantar mais a liga.

Clique na imagem para votar nos melhores e piores logos da NFL

Muitas coisas que por um bom tempo, talvez não tenhamos aqui por diversos motivos.
Por que afinal, é muito mais fácil culpar a violência de torcidas e torcedores nos estádios do que realmente analisar e mudar a organização do modo do que o futebol é feito por aqui. Acaba sendo melhor aceitar qualquer migalha da Europa e deixar nossos craques por lá, enriquecendo gente espertinha que depois de tirar muito ouro, madeira e riquezas de nossas terras agora tira também as qualidades de nossa gente...


Um comentário:

`Gian disse...

muito bom sua analise viu.. eu estava procurando algo desse tipo para um projeto particular..